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Ética, Interesses e Direitos Animais

É através da Senciência que os animais possuem a experiência de sentir conscientemente a vida e, portanto, buscam emoções boas e evitam situações ruins. Todos eles. Os animais-humanos e também os outros animais.

As outras espécies de animais, assim como a nossa, também possuem interesses próprios, vontades pessoais, personalidades próprias. Há uma mente pensante em cada individuo animal.

Os animais não tem interesse em participar de situações estressantes como passeatas, de serem forçados a andar no asfalto quente podendo queimar seus coxins (almofadinhas), correr risco de pisar em cacos de vidro, etc.

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Eles também não tem interesse de estar em meio a uma multidão de humaninhos agitados, falando e gritando em megafones e carros de som e ainda de seres humanos desconhecidos ou de outros cães que podem irritá-los, escapar e atacá-los (como aconteceu algumas vezes em passeatas de anos anteriores) ou até de serem acidentalmente atropelados em meio ao barulho e caos do trânsito.

Os animais também não possuem interesse de serem tratados como “item de acessório” para combinar com o look do seu “dono” ou de serem exibidos na caminhada como “o troféu” mais bonito da vez – animais extremamente peludos visivelmente importados de um país de clima frio, tratados como se fossem uma mercadoria ou animais selecionados geneticamente para atender padrões estéticos comerciais estabelecidos pela vaidade da espécie humana.

Submeter os animais a determinado stress que é perfeitamente evitável para atender o objetivo do “dono” em exibi-lo ou para atender alguma outra finalidade antropocêntrica é agir de maneira oposta aos princípios dos Direitos Animais.

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Precisamos aprender a rejeitar a visão de que os animais sejam inferiores, sejam brinquedinhos ou bichinhos de pelúcia vivos que existem exclusivamente para nos agradar. A objetificação de animais não é compatível com a ótica de respeito e compaixão que esses magníficos seres sencientes merecem.

Além do mais, se determinada caminhada ou passeata tem como intuito a proteção íntegra dos animais, o exibicionismo não deve ser permitido e sim combatido e o foco dos participantes deve estar na conscientização dos munícipes ao redor.

Passeatas e caminhadas pelos animais devem ter como objetivo transformar a realidade e para isso é preciso Educar. A educação do outro começa pelo nosso exemplo, é preciso conscientizar a população, é preciso uma caminhada não com eles, mas que lute por eles e dissemine informações em prol do respeito aos direitos deles.

Parar para refletir e levar em conta os interesses e direitos animais e não sempre o nosso velho ponto de vista, geralmente antropocêntrico, é algo urgente a ser feito.

CAMALEÃO Staff.

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